terça-feira, 28 de janeiro de 2014
ENTRE ENCONTRO E DESENCONTROS
Pedro, 16 anos, mora com seus os pais e 1 irmão mais novo. Ele como qualquer adolescente, ou melhor, como qualquer pessoa, têm seus problemas psicológicos. Pois, o ditado já dizia: "de médico e louco todo mundo tem um pouco". Com isso, ele tem transtornos psicóticos onde a ansiedade e o medo são seus maiores obstáculos, e mesmo sabendo disso, ele leva uma vida normal de jovem adulto que está prestes a entrar na faculdade.
Em seu nicho ecológico, mesmo tendo todo o necessário para ser um jovem promissor tanto pessoal como profissionalmente, ele impõe obstáculos que o impedem de progredir, com isso ele se sente limitado e sem esperanças sucintas de crescimento pessoal. Analogicamente falando, Pedro tem dificuldades em terminar suas atividades, seja ler um livro até o final, ou continuar atividades físicas, ou então um desenho que começou. Será isso apenas preguiça, ou então seu transtorno é um tanto ativo como ele mesmo imaginava?!
Lucas Sátiro, um jovem alegre, cheio de energia, bom de bola, bom com as garotas e um poliglota é o melhor amigo de Pedro. Porém, por incrível que pareça Pedro não o inveja, ele apenas o admira, e busca forças para seguir o exemplo de seu amigo. No entanto, falta algo para que isso seja possível, e é nesse instante é que seu mundo fica opaco e seus traços se perdem. "Falta algo, falta algo...mas o que?", ele se pergunta, mas mesmo vasculhando em seu interior as respostas se confundem, e ele acaba não conseguindo chegar a uma conclusão que o satisfaça. Chegara a pensar que isso tudo não passava de uma bobagem, ou que isso iria passar com o tempo, entretanto quanto mais martelava isso em sua mente, mais seu complexo de ansiedade por uma busca de resultados aumentava.
O garoto, notava que o relógio rodava, dia após dia, ano após ano, e mesmo assim, suas perguntas e criticas sobre si mesmo só cresciam, e as respostas que queria não eram suficientemente convincentes para que se desse por vencido. Leu em vários sites, buscou opiniões de amigos próximos, familiares, estranhos e por fim decidiu buscar uma ajuda profissional. Porém, tudo que aquela pessoa sentada em uma cadeira de couro luxuosa, atrás de uma mesa de madeira marfim conseguiu lhe dizer, não foi nada mais, nada menos, do que já sabia e já havia buscado saber.
Seus questionamentos eram insaciáveis, e nem ele mesmo o compreendia. Nisso, muitas pessoas ao seu redor, chegaram a acreditar que a qualquer momento ele poderia cometer alguma besteira, mas nisso ele era lúcido, e tamanha besteira nunca havia passado em sua cabeça...Ao final de um certo tempo se estudando, ele finalmente se cansou e conformou-se de que suas dúvidas eram intermináveis e que nada no mundo teria uma solução completa, nem seus próprios problemas, nem os dos outros. E sempre haveria algo em sua cabeça que o deixaria preso em um paradoxo sem fim.
Deste modo, chega-se a conclusão que: "esse cara não é tão louco assim". Porque no fim, todos somos iguais ao Pedro, uns mais outros menos. Mas o que não se pode perder é a ganância de querer sempre a resposta para o que nos perturba e o que nos incomoda. Inerentemente a essa questão: "Um homem que não pensa pela sua própria cabeça, pura e simplesmente não pensa." - Oscar Wilde
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Gordo pra quem te conhece bem deu pra perceber muitos traços seus, ficou bacana!
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